quarta-feira, 8 de novembro de 2017

MEIO AMBIENTE: Degradação Ambiental: A Percepção dos Moradores da Bacia do Rio Cajueiro, Mosqueiro, Belém, PA, Brasil.

Autor: Pedro Leão


ENVIRONMENTAL DETERIORATION: PERCEPTION OF CAJUEIRO WATERSHED RIVER BASIN, MOSQUEIRO, BELÉM, PA, BRAZIL
PEDRO DA SILVA LEÃO

Gestor Ambiental (UNOPAR) e Especialista em Planejamento e Manejo Integrado em Recursos Hídricos - Instituto de Geociências (UFPA).
Pedrosleao@yahoo.com.br


Resumo


O processo de degradação ambiental a partir da expansão urbana vem ampliando os problemas socioambientais no entorno das bacias hidrográficas. Por meio da percepção ambiental são estabelecidas interrelações entre os indivíduos e o meio ambiente que afetam direta e indiretamente quantidade e qualidade da água e a população humana. A partir da percepção ambiental dos moradores, a pesquisa levantou o estado atual de degradação do Rio Cajueiro, Ilha de Mosqueiro, Distrito de Belém, PA, Brasil., suas relações e impactos na qualidade de vida dos moradores de seu entorno. Metodologicamente a pesquisa é exploratória e descritiva com uma abordagem qualiquantitativa no que se refere ao tipo de análise e tratamento dos dados. Foram selecionadas duas áreas da bacia do Rio Cajueiro, denominadas de área A1(Cajueiro) e área A2 (Bairro Novo), ambas localizadas na margem direita do corpo hídrico para aplicação de questionário estruturado, composto de 30 questões, junto a 60 moradores das áreas definidas. Além do perfil identitário dos moradores, a pesquisa verificou o grau de preocupação com os problemas ambientais que afetam a qualidade de vida no entorno da bacia, o estado de degradação do corpo hídrico, sobretudo através da poluição gerada por ações e conduta dos próprios moradores e outros atores, além da distribuição e avaliação dos serviços de saneamento básico no local estudado. A percepção dos moradores aferiu o baixíssimo nível de educação e conscientização ambiental na área, além de pouca participação associativa e política. Ao elevado nível de satisfação com o local de moradia, os moradores externaram uma avaliação negativa quanto às ações na área ambiental pelo governo local na bacia do Rio Cajueiro. Desse modo, o estudo mostra e avalia o agravamento da problemática ambiental no entorno da bacia hidrográfica, exigindo,"novos" comportamento, ações e efetivação de políticas públicas, tanto de moradores, como por parte do governo local no âmbito da governança participativa garantidoras de qualidade de vida no marco da sustentabilidade socioambiental da bacia hidrográfica do rio Cajueiro.



Palavras-chave: Degradação ambiental, percepção ambiental, educação ambiental, rio Cajueiro.

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Disponível em:http://www.slideshare.net/Pedrosleao/degradao-ambiental-a-percepo-dos-moradores-da-bacia-do-rio-cajueiro-mosqueiro-belm-pa-brasil-66534827

MEIO AMBIENTE: PESQUISADORES DO INPA IDENTIFICAM NOVA FAMÍLIA DE PEIXE MISTERIOSO NA AMAZÔNIA

Postado por Mosqueiro Ambiental:


Tarumania walkarae

O nome da espécie Tarumania walkerae é uma homenagem ao rio Tarumã-Mirim, em Manaus-AM, onde foi encontrado pela primeira vez o peixe pela pesquisadora do Inpa Ilse Walker
Uma nova família de peixes (Tarumaniidae) de água doce da Amazônia foi identificada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O animal, que há mais de 20 anos foi descoberto e intrigava os estudiosos, ficou conhecido na época como “mistery fish”, pois não se conseguia atribuir ao peixe um nome científico, já que o bicho não se encaixava em nenhuma das famílias conhecidas de peixes de água doce.
O estudo foi publicado recentemente no Zoological Journal of the Society. A pesquisa foi realizada pelos pesquisadores do Inpa, os ictiólogos Lucia Rapp Py-Daniel e Jansen Zuanon; pelo pesquisador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Mario de Pinna; e pelo pesquisador da Organização Internacional de Conservação Ambiental The Nature Conservancy (EUA), Paulo Petry (ex-pesquisador do Inpa).
Na pesquisa foi estabelecido um novo nome de gênero, Tarumania, espécie, Tarumania walkarae, e uma nova família, Tarumaniidae, conforme as normas de nomenclaturas de nomes científicos zoológicos. Tarumania walkerae é o nome dado a espécie em homenagem a pesquisadora do Inpa, a doutora Ilse Walker, pela sua contribuição na investigação da estrutura populacional e trófica da fauna aquática em rios da Bacia do Rio Negro e por ter coletado, em 1997, o primeiro espécime conhecido.
Tarumania walkarae é um pequeno peixe, predador que se alimenta de pequenos camarões e peixes menores, de hábitos fossoriais, que habita áreas de folhiço e é encontrado enterrado em poças isoladas durante a vazante do rio Negro. Durante a seca, quando as poças já não existem, o peixe desaparece.

Características

A pesquisa revela que este peixe exibe um conjunto extraordinário de características únicas, que o separa de todos os outros peixes ósseos conhecidos. É um peixe de corpo alongado e coloração escura (marrom) uniforme. Ele alcança até 15 cm de comprimento e precisa de ar para viver, possuindo uma bexiga natatória com 11 câmaras (o normal na maioria dos peixes são duas câmaras), mais de 240 escamas muito pequenas no corpo e escamas reversas na cabeça.
O peixe apresenta ainda uma série de características ósseas muito distintas, como crânio parcialmente exposto, mobilidade vertical da cabeça e modificações nas nadadeiras e mandíbulas. Tarumania apresenta caracteres pedomórficos (características larvais em exemplares juvenis), tipo presença de notocorda e nadadeiras lobulares em exemplares de até 5 cm. “É um dos raros casos de peixe com escamas com hábitos fossoriais, se enterrando em vez de ficar na coluna d’agua”, conta Lúcia Rapp.
Apesar de tão distinto, análises mais detalhadas revelaram ainda que Tarumania faz parte da superfamília Erythrinoidea e tem como grupo evolutivo mais proximo, a família Erythrinidae (jejus e traíras).
Para os autores do artigo, o fato de um peixe relativamente grande e extremamente diferenciado como o Tarumania permanecer desconhecido até agora, após muitas décadas de estudos da ictiofauna do rio Negro, é um “testemunho do estado ainda incompleto do conhecimento da biodiversidade nas águas amazônicas”.
De acordo com o pesquisador Jansen Zuanon, descrever novas espéceis na Amazônia é muito comum, mas descrever uma família toda nova é bem raro. “Isso acontece uma vez a cada muitas décadas, às vezes a cada século”, conta.
Para Zuanon, o mais importante nesse caso, nem é tanto o fato de ser uma nova família, mas por ser tão diferente dos outros peixes aparentados com ele que mostra que o caminho da evolução desse grupo é muito mais amplo do que se imaginava.
Segundo o pesquisador, o peixe faz parte do grupo dos Characiformes, que é o grupo da maior parte dos peixes de escamas da Amazônia como o matrinxã, o tambaqui e o jaraqui, só que tem um formato completamente diferente desses peixes, tanto por fora quanto por dentro.
“Isso mostra que os Characiformes evoluíram de maneira brutal com uma diversidade de adaptações para o ambiente que ainda não conhecemos direito”, diz Zuanon, acrescentando que o que mais chama atenção nesse peixe é o formato do corpo por dentro (anatomia) e por fora (morfologia). “Eles são completamente aberrantes dentro desse grupo de Characiformes e por isso mesmo tivemos que descrever uma família nova para acomodar essa espécie”.


História

A pesquisadora Lucia Rapp explica que o primeiro registro desse peixe foi realizado no Tarumã-mirim, em 1997, pela pesquisadora Ilse Walker. “Tratava-se de um indivíduo jovem, muito pequeno e diferente, que os pesquisadores não conseguiram identificar o animal, na época”, diz. Segundo Rapp, anos depois, o cientista Jansen Zuanon conseguiu coletar, durante um trabalho de campo, em Anavilhanas, próximo ao município de Novo Airão, mais exemplares.
Isso chamou a atenção dos pesquisadores que resolveram voltar ao mesmo local onde foi realizada a primeira coleta de Walker, no Tarumã-mirim. Os pesquisadores Lucia Rapp, Jansen Zuanon e Mario de Pinna acharam o peixe em poças alagadas no meio da mata. Na ocasião foram coletados cerca de 40 animais.
O que mais chama atenção dos estudiosos é o fato de um animal como este nunca tenha sido encontrado. Segundo a pesquisadora, o Inpa tem uma Coleção de Peixes que abriga milhares de espécimes e esse animal nunca foi coletado em lugar nenhum. “Então, isso chamou a atenção para a possível diversidade crítica, escondida, que ainda existe na Amazônia, e num só tributário do rio Negro, no Tarumã-mirim”, explica a pesquisadora ao acrescentar que pode ser que tenha outras situações como essa na Amazônia e que ainda são desconhecidas.
“Depois de tantos anos de coleta aparece um bicho tão diferente e não tínhamos ideia que existia. Isso já deixou a gente de ‘orelha em pé’. O que será ainda que podemos encontrar por aí?”, conta empolgada a pesquisadora. “Esse bicho é tão espetacular, tão diferente. É um peixe fossorial que fica enterrado no solo quando seca e deve entrar no lençol freático de alguma maneira para procurar água. É muito interessante e vale a pena estudar um peixe com comportamento tão distinto”, revela.
Os próximos passos nas pesquisas com Tarumania envolverão estudos para entender as relações evolutivas deste peixe com os demais, conhecer melhor o seu comportamento e quem sabe ver se ele ocorre em outras drenagens. “Tarumania ainda pode proporcionar um grande número de novidades para os estudiosos em biologia dos peixes amazônicos”, conta Rapp.


Curiosidades

O peixe apresenta vários diferenciais. Tudo que ele tem, em certas estruturas, é em grande número, a exemplo da grande quantidade de escamas. Seegundo Lucia Rapp, os peixes amazônicos chegam a ter de 110 a 120 escamas e Tarumania walkarae possui mais de 240. O bicho tem uma “coisa esquista” na cabeça, onde parte do crânio é exposto e não é coberta por pele. Apresenta característica de larva de um tamanho grande. Tem uma bexiga natatória com 11 câmaras, ao invés de duas câmaras como na maioria dos peixes
A bexiga natatória é um órgão que fica dentro da barriga dos peixes e que serve para flutuação ou que pode ser modificada para respiração. No pirarucu, na piramboia e outros peixes, a bexiga natatória é modificada para o pulmão. Na maioria dos peixes, serve como órgão hidroestático, o que permite ao peixe controlar sua flutuabilidade em diferentes profundidades.
“Nesse bicho, como há 11 câmaras, não sabemos direito qual a função dessa bexiga com tantas câmaras. Mas como ele tem necessidade de vir à superfície pegar ar, pode ser que isto esteja relacionado”, explica Rapp, “conhecemos muito pouco da biologia desse peixe. Só vimos que morfologicamente ele é muito diferente. É um bicho espetacular, inclusive as estruturas internas ósseas dele também são diferentes”, diz empolgada a pesquisadora.
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19 de outubro de 2017
Fonte:
http://amazonia.org.br/2017/10/pesquisadores-do-inpa-identificam-nova-familia-de-peixe-misterioso-encontrado-ha-20-anos/
Inpa

FONTE: http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2017/10/pesquisadores-do-inpa-identificam-nova.html

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

CURTA NA AMAZÔNIA: CIDADES PERDIDAS DA AMAZÔNIA



MEGA DOCUMENTÁRIOS


A primeira expedição de Fawcett na América do Sul ocorreu em 1906 quando ele viajou ao Brasil para mapear a amazônia em um trabalho organizado pela Royal Geographical Society. Ele atravessou a selva, chegando em La Paz, na Bolívia em junho desse mesmo ano.
Fawcett realizou sete expedições entre 1906 e 1924. Ele tinha a habilidade de conquistar os povos que habitavam os locais explorados dando-lhes presentes. Ele retornou a Inglaterra para servir ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, mas logo após o fim da guerra retornou ao Brasil para estudar a fauna e arqueologia local.
Em 1925 convidou seu filho mais velho, Jack Fawcett, para acompanhá-lo em uma missão em busca de uma cidade perdida, a qual ele tinha chamado de "Z". Após tomar conhecimentos de lendas antigas e estudar registros históricos, Fawcett estava convencido que essa cidade realmente existia e se situava em algum lugar do estado do Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Roncador. Curiosamente antes de partir ele deixou uma nota dizendo que, caso não retornasse, nenhuma expedição deveria ser organizada para resgatá-lo.O seu último registro se deu em 29 de maio de 1925, quando Fawcett telegrafou uma mensagem a sua esposa dizendo que estava prestes a entrar em um território inexplorado acompanhado somente de seu filho e um amigo de Jack, chamado Raleigh Rimmell. Eles então partiram para atravessar a região do Alto Xingu, e nunca mais voltaram

terça-feira, 3 de outubro de 2017

JANELAS DO TEMPO: PRIMEIRO BANCO COMUNITÁRIO DO NORTE DO BRASIL






Publicado em 22 de abr de 2014



O primeiro Banco Comunitário do Norte, o Tupinambá, transformou a vida dos moradores do bairro da Baía do Sol, em Mosqueiro - Belém.

Afastados do centro da ilha e da capital Paraense, muita gente se deslocava para comprar produtos ou pagar contas. Com o Banco, o comércio local desenvolveu e as pessoas deixaram de gastar com deslocamentos. A circulação de dinheiro funciona com base nos princípios da economia solidária, por meio de uma moeda própria: o Moqueio.
Reportagem: Claudia Saldanha
Imagens: Osmar Júnior

Reportagem exibida no dia 16.04.2014 no Jornal Cultura.
Realização: Tv Cultura do Pará - Funtelp

sábado, 30 de setembro de 2017

EVENTO RELIGIOSO: VIRGEM DE NAZARÉ VISITA A ILHA




Na quinta-feira, dia 28, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visitou a comunidade cristã da Ilha do Mosqueiro e o povo católico, numa demonstração de fé, compareceu à Praça Cipriano Santos, para saudar a Padroeira dos Paraenses.



  
  









EVENTO RELIGIOSO: IMAGEM DA VIRGEM DE NAZARÉ NA ILHA DE MOSQUEIRO 2017

MEIO AMBIENTE: A IMPORTÂNCIA DA AMAZÔNIA NO CICLO DAS ÁGUAS

Postado por Pedro Leão


Foto do rio Pastaza, um rio da amazônia peruana - Reprodução/Shutterstock

A Amazônia tem papel fundamental no ciclo da água e na formação de nuvens modificando o clima a nível global

Na escola as pessoas aprendem sobre o ciclo da água. Este ciclo infinito onde a água evapora, se condensa na forma de nuvens, desce no continente em forma de chuva e retorna aos mares e rios para manter esse ciclo contínuo. Entretanto pesquisadores têm apresentado cada vez mais evidências de que a transpiração da floresta, em especial da Amazônia, tem um grande impacto nesse ciclo e em todo o ecossistema do planeta. 
Publicado em 2014, o cientista Antonio Nobre, fez um relatório chamado “O Futuro Climático da Amazônia”. O relatório mostra como a floresta amazônica influencia a temperatura e o clima do planeta, e como sua transpiração tem especial importância nessas mudanças globais. 
De acordo com o relatório boa parte da água que formam as nuvens vem da captação realizada pelas raízes das plantas. Essas raízes sugam a água, que atravessa o caule até as folhas mais alta, onde acontece a fotossíntese e a transpiração das árvores. Uma árvore grande pode bombear do solo e transpirar mais de mil litros de água num único dia.
Segundo o artigo de António Nobre, “Assim, as árvores funcionam como estações elevatórias, alçando e lançando as águas nas altitudes da atmosfera, águas que mais adiante retornarão ao solo como chuva, transferindo parte da energia solar embutida no vapor à energia potencial da água que enche os reservatórios das hidrelétricas”. 
Outro artigo publicado na revista científica Nature, publicado em 2013, chamado “Fluxos terrestres de água dominados pela transpiração”, demonstram que 90% de toda a água que chega à atmosfera oriunda dos continentes chegou lá através da transpiração das plantas, e somente pouco mais de 10% como simples evaporação sem mediação das plantas. A Amazônia sustenta centenas de bilhões de árvores em suas florestas. Desta maneira, mais de 20 bilhões de toneladas de água por dia são transpiradas por todas as árvores na bacia amazônica. 
Durante milhões de anos, e inúmeros evento catastróficos que aconteceram no planeta terra, a floresta Amazônica ainda se mantém em pé. Os cientistas acreditam que a própria natureza consegue modificar o clima e torná-lo menos desconfortável, mesmo em face de mudanças climáticas extremas. 
O artigo afirma que a transpiração da floresta regula a quantidade de chuvas no planeta. Essa regulação realizada pelas plantas define o ritmo dos ventos alísios do oceano Atlântico, arrastando em casos de extrema seca a necessária umidade para o aumento de chuvas no interior do continente. 

Criação das chuvas 

Diferente do que a maioria das pessoas acredita, a umidade por si só não forma as nuvens. É necessário minúsculas partículas de poeira que formariam uma espécie de semente para as nuvens de chuvas. Um grupo liderado pelo cientista Meinrat Andreae, do Instituto Max Planck, que estuda a química dos gases na atmosfera, investigou os chamados de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BOVC), que são uma espécie de aroma exalado pelas plantas. 
Meinrat descobriu que os BVOCs, quando entram em contato com uma atmosfera úmida e na presença da radiação solar formam uma poeira fina com extrema afinidade a água. Essa poeira seria as sementes que a própria floresta forma para a produção de chuva. As regiões centro-oeste, sudeste e sul do Brasil estão no que os cientistas chamam de quadrilátero afortunado, ao redor dos trópicos de Câncer e Capricórnio, onde grandes desertos como o Saara e o deserto da Austrália estão situados. 
Segundo os pesquisadores, mesmo o Brasil estando sobre essa área de incidência do quadrilátero, as chuvas produzidas na Amazônia transformaram o que seria uma grande área áridas em planícies, pântanos, pampas férteis e verdes. Desta maneira, todo o Brasil e a América do Sul sofre enorme impacto positivo pela água produzida pela transpiração das plantas amazônicas.
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Isaac Guerreiro 





Fonte: http://portalamazonia.com/noticias/a-importancia-da-amazonia-no-ciclo-das-aguas
FONTE: http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2017/03/a-importancia-da-amazonia-no-ciclo-das.html
em 22.03.2017 10:49

Atualizado em 22.03.2017 11:08
Fonte: http://portalamazonia.com/noticias/a-importancia-da-amazonia-no-ciclo-das-aguas

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

CURTA NA AMAZÔNIA: CABORÉ



Caboré é um filme realizado por jovens da cidade de Tefé, que retrata a lenda da castanha, fruta tipica do Amazonas. De forma simples foi possivel contar a historia de "Caboré", que ao tentar desafiar o espirito maligno Juruparí, deu origem a "Lenda da Castanha"

CANTANDO A ILHA: MARI-MARI

Autor: Prof. Alcir Rodrigues

O sol não nasce rasgando
o céu sobre o Mari-Mari.
Lá, o sol nasce e emerge
do solo do rio,
esquentando as águas
e pintando todo um arco-íris
aquático, que vai refletir
no líquido espelho celestial.

Nascendo das águas doces
do Mari-Mari, o astro
mais pop do mundo
emerge ante os olhos

-- Uma pororoca de luz! --

e seu silencioso mas eloquente brilho
alimenta camarões, peixes, aves...

O ser humano? Quase
não importa ali, quase
um elemento de intrusão,
move-se como se um patético
alienígena, principalmente
no agir de preda-dor...

Fonte; Antologia da Praia, Pág. 13.



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

EVENTO CÍVICO: COMEMORAÇÃO DA SEMANA DA PÁTRIA

Embora o país esteja vivendo uma grave crise sócio-política e econômica pela irresponsabilidade de uns, desonestidade de outros e conivência de muitos, ainda existe o sentir patriótico suficiente para comemorar a data da Independência do Brasil, se bem que a independência se conquista no dia a dia, na luta constante pelo engrandecimento da Nação e pela manutenção dos direitos democráticos do Povo Trabalhador, pois a Pátria é o Povo, a Família Brasileira.






















EVENTO CÍVICO: DESFILE DE 7 DE SETEMBRO

terça-feira, 5 de setembro de 2017

MEIO AMBIENTE: USINAS PROPÕEM INUNDAR 1.085 KM² DA AMAZÔNIA

Postado por Mosqueiro Ambiental


Um trio de novas hidrelétricas que poderão ser erguidas na Amazônia prevê a inundação de uma área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro, em uma das áreas ambientais mais sensíveis de toda a região, entre a fronteira dos Estados do Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.
Na última semana, conforme apurou o Estado, a empresa paranaense de engenharia Intertechne Consultores, que assina projetos de grandes hidrelétricas erguidas na Amazônia – como Belo Monte, Santo Antônio e Teles Pires –, registrou pedido de autorização na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estudar a viabilidade de três usinas. As hidrelétricas seriam erguidas em meio a uma série de unidades de conservação ambiental e terras indígenas, nos rios Aripuanã e Roosevelt.
O que chama a atenção nos três projetos são as imensas áreas de vegetação que teriam de ficar debaixo d’água por conta da construção das barragens, tudo para gerar um volume relativamente baixo de energia.
A usina de Sumaúma, segundo os estudos, teria capacidade de gerar 458 megawatts (MW) de energia. Para isso, no entanto, inundaria 420 quilômetros quadrados de mata. A hidrelétrica de Quebra Remo entregaria mais 267 MW, desde que 233 km² de floresta fiquem submersos. A terceira usina, a de Inferninho, prevista para o lendário Rio Roosevelt, onde vivem os índios cinta-larga, poderia produzir 310 MW de energia, mas deixaria 432 km² de vegetação cobertos por um lago artificial.
Passada a régua, as três usinas adicionariam 1.035 MW de energia ao País, com o custo de inundar 1.085 km² da Amazônia, quase a dimensão de toda a capital fluminense, com seus 1.250 km². Para se ter uma ideia do que isso representa, a hidrelétrica de Belo Monte, com capacidade de 11.233 MW previstos para serem retirados do Rio Xingu, possui um reservatório de 478 km². Como previsto no projeto de Sumaúma, a hidrelétrica de Santo Antônio inundou 420 km², na região de Porto Velho (RO), no Rio Madeira, mas para gerar 3.568 MW de energia, ou seja, oito vezes o que se promete conseguir com a nova usina.


Crítica:
Criticadas por organizações socioambientais, os projetos hidrelétricos já foram analisados pela empresa espanhola Endesa e a estatal Eletronorte, da Eletrobrás. Chegaram inclusive a serem incluídos como planos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas foram deixados de lado por conta da complexidade em que estão metidos. Já se sabe que há diversas unidades de conservação ambiental que seriam diretamente atingidas pelos lagos. Além de diversas terras indígenas demarcadas no entorno da região.

O presidente da Intertechne, Antonio Fernando Krempel, admite as dificuldades de avançar com os empreendimentos como estão, mas diz que “é possível fazer uma abordagem diferente, reduzindo impactos”.
Krempel não detalhou quais seriam os novos impactos, mas garantiu que já é possível dizer que os projetos têm condições de saírem do papel. “Nossa intenção é realizar novos estudos e aprofundar. O que pretendemos fazer é uma abordagem diferente em relação ao que havia nos estudos de inventário”, disse. “Fizemos algumas simulações, ainda teremos que fazer alguns levantamentos topográficos, mas sabemos que há alternativas viáveis.”
A empresa está disposta a gastar cerca de R$ 20 milhões em cada estudo técnico. O prazo para que os levantamentos fiquem prontos é de um ano e meio, em média. Apesar de ter atuado até hoje como uma empresa de engenharia contratada por terceiros para realizar projetos de usina, a intenção da companhia paranaense é entrar nas novas usinas como investidora, em sociedade com companhias do setor elétrico.

Por: André Borges
Fonte: O Estado de São Paulo
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FONTES:
http://amazonia.org.br/2017/08/usinas-propoem-inundar-1-085-km2-da-amazonia/
http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2017/08/usinas-propoem-inundar-1085-km2-da_9.html

CANTANDO A ILHA: TU E A ILHA

Autor: Prof. Ronaldo Andrade


Praias de rio e sol,
A vida passando no arrebol.
O paraíso embeleza a ilha
Como sorriso de filha.


Sinto o vento
Que bate com o intento
De embaraçar teus cabelos,
E tu a refazê-los

És madona nesse lugar
Onde tudo premedita amor
E te fazes mais bela
Quando a noite te interpela.

E no luar que reflete
Nas águas e se repete
Em teus olhos que alegram
Aqueles que te veneram.

Nesse ambiente ilhéu,
Habito, sou tabaréu
Feliz por lá viver
E a rejuvenescer

Minha amada, minha ilha
Ilha amada, amada maravilha.


O autor: 

Ronaldo Andrade, reside na Ilha de Mosqueiro, Distrito de Belém-PA. Professor de Literatura e Língua Portuguesa, é músico, compositor e poeta. Participa da Antologia Poesia do Brasil, Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves-RS desde 2014. Tem parcerias musicais com o também poeta Renato Gusmão que culminaram em um show chamado Rima de Encontro comemorando dez anos de convivência musical.
A Literatura é seu outro instrumento, além do violão para expressar a arte. É o mentor do Projeto Oásis Poético Na Escola cujo objetivo é organizar produções poéticas de seus alunos em antologias anuais. Publicou o livro “Ame o Poema de Todas as Formas” utilizado didaticamente na comunidade escolar.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A IMAGEM E O TEMPO: "FAROFAFÁ" NA ILHA COM FILÉ, O REPÓRTER QUE DA PÉ




É verão amazônico e hora de aprontar a sacola para ir às praias.
Há 26 anos, o velho e grande rádio gravador carregado no ombro na altura do ouvido era eletro indispensável para quem queria " abafar" com as gatinhas... Isso sem falar na comida.
O dinheiro curto induzia a uma saída caseira de preparar tudo, arrumar no "isopor" e fazer a festa. O farofeiro virou algo pejorativo, sem nunca deixar de ser cultural. Símbolo de Outeiro, Mosqueiro, Marudá, Salinas.
Lá pelo início dos anos 90 do século passado, no programa "Outros" da TV Cultura, um repórter irreverente resolveu registrar esta memória inconsciente para a eternidade.
Mário Filé e seu " repórter que dá pé" nos enviam, na inesquecível reportagem, para aquele verão, antecipando um estilo que explodiria na década. 
No programa encontrado no YouTube, as aventuras de Filé na praia. Em meio à farofa, música nas alturas e tipos para todos os gostos, o registro é uma chance rara de rever uma cidade que ficou na memória.
FONTE: BELÉM ANTIGA
https://web.facebook.com/belemdopassado/?hc_ref=ARRx0lkyaDqEqKRBhMnqFRVW6DD9VXGQxPY9nuqOFClSu0OfPoiVjiU5SG98v7HnRWc&fref=nf

quarta-feira, 19 de julho de 2017

NA ROTA DA HISTÓRIA: UM PALÁCIO APENAS NO PROJETO


A desconhecida história de um palácio que o Murubira, em Mosqueiro, quase teve. Era o ano de 1913 quando a Associação Propagadora de Medicina Natural e Beneficente, anunciava que iria construir na aprazível praia do Murubira, um suntuoso edifício com quase 100 metros de frente, com uma altura de 33 metros e uma torre central.
O empreendimento teria também grande salões para cinemas, teatros, jogos de bilhar, biblioteca e restaurantes, um grande parque, com criação de peixes, áreas de esportes e um colégio misto.
Um palácio que ficou registrado na velha propaganda da revista. Sonhos de uma cidade que um dia sonhou se tornar Paris...

Fonte: Revista Fon Fon 6.9.1913
FONTE: 
https://web.facebook.com/belemdopassado/?hc_ref=ARQWSL173-fLM2G7e48ht3oPctLodkz4aF8L7rKKp0rjth-pGhUvZCobTLJvRZ5R4B8&fref=nf
Fonte: Revista Fon Fon 6.9.1913

quinta-feira, 6 de julho de 2017

EVENTO FESTIVO: 122 ANOS DA VILA DO MOSQUEIRO

Ewerton Freitas

Minha amada e querida Ilha de Mosqueiro 122 anos de história! 
Parabéns Ilha de contos e encantos! 
Que tu sejas tratada como merece por toda tua beleza natural! 
Aqui quero sempre morar e sempre irei te ajudar até os últimos dias de minha vida! 






HINO DE EXALTAÇÃO À ILHA DO MOSQUEIRO

Cesinha dos Anjos



sábado, 1 de julho de 2017

EVENTO CULTURAL: O MASTRO DE SÃO CARALHO

Realizado há mais de vinte anos na Praia do Bispo (Ilha do Mosqueiro), o Mastro de São Caralho congrega muitos foliões no dia 1.º de julho, numa festa puramente profana para celebrar o início das férias e do veraneio. O Mastro de São Caralho, que evidentemente não tem nada de santo, já foi tema de um filme-documentário produzido por Márcio Barradas e premiado no II Festival Internacional de Cinema Social/FEST-FISC.

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. 














O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão: “MANDAR P’RO CARALHO”.
Hoje em dia, CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.
Ao apreciarmos algo de nosso agrado, costumamos dizer: “ISTO É BOM COM’Ó CARALHO”.
Se alguém fala conosco e não entendemos, perguntamos: Mas que CARALHO é que estás a dizer?
Se nos aborrecemos com alguém ou algo, mandamo-lo pro CARALHO.
Se algo não nos interessa dizemos: NÃO QUERO SABER NEM PELO CARALHO.
Se, pelo contrário, algo chama a nossa atenção, então dizemos: ISSO INTERESSA-ME COM’Ó CARALHO.
Também são comuns as expressões:
Essa mulher é boa com’ ó CARALHO (definindo a beleza);
Essa gaja é feia com’ ó CARALHO (definindo a feiura);
Esse filme é velho com’ ó CARALHO (definindo a idade);
Essa mulher mora longe com ’ó CARALHO (definindo a distância).
Enfim, não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um “CARALHO”.
Se a forma de proceder de uma pessoa nos causa admiração dizemos:
"ESTE TIPO É DO CARALHO”.
Se um comerciante está deprimido pela situação do seu negócio, exclama:
“ESTAMOS A IR P’RÓ CARALHO”.
Se encontramos um amigo que há muito não víamos, dizemos:
“PORRA, POR ONDE CARALHO É QUE TENS ANDADO? ”                                         
É por isso que lhe envio este cumprimento do CARALHO e espero que o seu conteúdo lhe agrade com ‘ó CARALHO, desejando que as suas metas e objetivos se cumpram, e que a sua vida, agora e sempre, seja boa com‘ ó CARALHO.
A partir deste momento poderemos dizer "CARALHO", ou mandar alguém pro "CARALHO" com um pouco mais de cultura e autoridade académica ...
Envie esta mensagem para alguém de quem goste com’ ó “CARALHO”.
E TENHA UM DIA FELIZ! “UM DIA DO CARALHO”.

FONTE: http://www.docspt.com/index.php?topic=4704.0


Os organizadores do II Festival Internacional de Cinema Social / FEST-FISC divulgaram a programação oficial do evento, que vai acontecer nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro. Atividade cultural autogestionada do FSM, aberto para todos os formatos, tecnologias e linguagens, o FEST-FISC, que recebeu filmes das mais diversas origens e propostas estéticas, não tem caráter competitivo: todos os seus participantes recebem “Menção Honrosa”.
Sob responsabilidade do professor-doutor Hilton P. Silva, do departamento de Antropologia da UFPa; e do poeta e realizador de cinema, o professor-especialista em semiótica Francisco Weyl, a organização/curadoria garante que o FEST-FISC valoriza a diversidade, a relação local-global e a cultura como produção simbólica de construção de identidades e de espaços plurais, de natureza intercultural, para a manifestação artística, a fruição estética e o diálogo solidário.
A novidade deste ano, entretanto, é que, além de ser realizado na Universidade Cheik Anta Dioup, em Dakar, Senegal, durante o Fórum Social Mundial (FSM 2011), o FEST-FISC terá uma extensão Brasil, mais exatamente Belém, no âmbito do projeto Cinema de Rua, que retoma as suas atividades cineclubistas na Praça Tancredo Neves, sob a coordenação do Cineclube Amazonas Douro, REDE Aparelho e Movimento Cultural da Marambaia.
Entre os filmes selecionados estão “”Como a noite apareceu”, de Regina Mainardi (Espírito Santo); “O futuro manda notícias”, de Amaury Tangará (Mato Grosso); “Visagem”, de Roger Lou (minas Gerais); “Sonoro Diamante Negro”, de Suely Nascimento (Pará); e “O mastro de São caralho”, de Márcio Barradas (Pará). Além destes filmes, o II FEST-FISC fará duas mostras (“Os 7 filmes capitais”, com sete filmes que participaram do I FEST-FISC, e “Resistência Marajoara”, com filmes produzidos por jovens realizadores da ilha do Marajó). Todos estes filmes passarão a fazer parte do acervo da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes, que os utilizará com fins educativos, sem que os mesmos venham a ser comercializados ou reproduzidos.



Tradição que remonta há pelo menos 20 anos, o Mastro de São Caralho se apresenta como marco diferencial, por não existir como parte constituinte de festividade nenhuma, mas sim por ser ele mesmo a própria festividade. Some-se a isso o fato de propor uma recusa à tradição sincrética, por ‘inventar uma tradição’ própria de profanidade, remontando ao mitológico deus grego Príapos, o São Caralho daquela época. O São Caralho é milagroso e phoderoso; sua índole, contestatória e anti-hipócrita; sua longa e dura luta sempre será contra qualquer forma de discriminação, não aceitando interferência alguma de qualquer tipo de “otoridades”, quaisquer que sejam. Sua festividade não tem fins lucrativos. E como o mastro é reciclado, é também, enfim, um “santo” ecológico. Por isso, seu número de ‘devotos’ vem se expandindo numa proporção geométrica. Trata-se de uma divindade do povo, não das elites.
Argumento, roteiro, operador de câmera e realizador: Márcio Barradas
Assistente de câmera e operador de boom: Marcelo Bittencourt
Participações: Alcir Rodrigues, Daniel Tavares, Aldo de Vasconcelos, Carlos Augustos Fonseca e Diva Palheta.