terça-feira, 12 de dezembro de 2017

EVENTO RELIGIOSO: MOMENTO DA TRASLADAÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DO Ó 2017

EVENTO CULTURAL: LANÇAMENTO DO LIVRO "SETE CARTAS DE TER-E-SER"

O escritor Paulo Uchôa, integrante do grupo mosqueirense intitulado Escritores da Praia, lançou, em novembro passado, mais um livro de sua autoria: SETE CARTAS DE TER-E-SER.
“O forte regionalismo amazônico impregna “SETE CARTAS DE TER-E-SER”, com uma sensível visão holística que o autor compartilha com você leitor: “Nós temos que nos ‘Raoni’, senão a gente se ‘Sting’ “ e que seja breve. Com foco no seu objetivo, o autor usa-se de sofisticado sarcasmo, para bradar o seu Kararaô, em sete simbólicos dias da semana do alto de seu chalé, na ilha do Mosqueiro, aos arredores de Belém do Grão-Pará, em sua jornada “quixoteana” para evitar a morte de Thaumazein, olhando pelas lentes panópticas de seu telescópio JWST.”
                                                                                   
                                                 Dr. Evandro Prestes Guerreiro

O autor Paulo Uchôa: 

Sob o cinza de 1964, nasceu Paulo Uchôa em Belém do Pará. O autor participou de inúmeros festivais, em que reconhecidamente ganhou notoriedade como compositor.
Escreveu e editou o livro “Introdução à História do Material de Construção em Belém” – pela Editora CEJUP, para o SINDMACO – Sindicato de Lojistas do Material de Construção.
Possui poemas e contos na coletânea “Antologia da Praia” editado pelo grupo de poetas da Ilha de Mosqueiro. Também é um dos cronistas do livro “Luzes da Floresta”, editado na gestão do então Prefeito de Belém Edmilson Rodrigues.
Autor dentre outros artigos científicos de “A Práxis como categoria filosófica da Educação” da Revista Talares editada pela Pós-Graduação da Faculdade ESMAC.
Assistente Social por profissão, Paulo Uchôa foi professor do Departamento de Políticas e Trabalhos Sociais da UFPA por 14 anos, de onde saiu para fundar o Instituto Práxis do qual é consultor.


sábado, 9 de dezembro de 2017

EVENTO RELIGIOSO: CÍRIO DA ILHA DO MOSQUEIRO

Domingo, dia 10, acontecerá o Círio de Nossa Senhora do Ó. A procissão, que teve início na década de 1920, é a manifestação de fé na Padroeira dos Mosqueirenses, uma devoção que nos remete aos primeiros tempos de ocupação da Ilha e que foi oficializada há 149 anos, com a criação da Freguesia do Mosqueiro e da Paróquia de Nossa Senhora do Ó. 
VENHA, PARTICIPE DESSE MOMENTO DE FÉ E APROVEITE AS BELEZAS DA ILHA !

NA ROTA DO TURISMO: MOSQUEIRANDO EM SOURE

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

MEIO AMBIENTE: O RIO

Autor: Claudionor Wanzeller

Sou rio,
Mas não rio
De dinheiro,
De lágrimas.
Rio – isso sim! –
Da insensatez humana.

Sou sério, mas não me levam a sério.
Sou tua estrada que caminha.
Tenho vida e sou a tua vida.
Nasço como tu nasces,
Cresço como tu cresces
E busco a amplidão como tu buscas,
Mas posso morrer como tu morres.

Se durmo tranquilo em meu leito,
Posso sonhar em ser mar.
Mas, embriagado pelas águas ardentes das enchentes,
Posso sonhar os pesadelos que tu vives.
E, nesses longos e inesperados pesadelos,
Posso levantar-me trôpego, desnudo e sonolento
Do meu leito
E rolar, às vezes em formidável fúria,
Pelo chão de várzeas do meu quarto.

Afinal, estou no meu íntimo espaço!
Aqui posso ser livre – pelo menos aqui –
Já que me prendes muitas vezes em tuas barragens
me escravizas para mover tuas usinas
me sujas com teu lixo e teus dejetos imundos.

Feito à semelhança de Deus tu foste,
Mas deus não és!
Tudo queres, mas nem tudo podes.
Se quiseres conviver comigo,
Acostuma-te com meu ronco perturbador
E com meu arranco assustador
Ou muda-te para terras altas.

Sou rio
E sorrio.
Continuarei a ser rio
E a rir da tua natureza humana
Que não quer ser Natureza.

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Praia do Marahu: o rio reclama o seu espaço (WANZELLER - 2011)