quarta-feira, 8 de novembro de 2017

MEIO AMBIENTE: Degradação Ambiental: A Percepção dos Moradores da Bacia do Rio Cajueiro, Mosqueiro, Belém, PA, Brasil.

Autor: Pedro Leão


ENVIRONMENTAL DETERIORATION: PERCEPTION OF CAJUEIRO WATERSHED RIVER BASIN, MOSQUEIRO, BELÉM, PA, BRAZIL
PEDRO DA SILVA LEÃO

Gestor Ambiental (UNOPAR) e Especialista em Planejamento e Manejo Integrado em Recursos Hídricos - Instituto de Geociências (UFPA).
Pedrosleao@yahoo.com.br


Resumo


O processo de degradação ambiental a partir da expansão urbana vem ampliando os problemas socioambientais no entorno das bacias hidrográficas. Por meio da percepção ambiental são estabelecidas interrelações entre os indivíduos e o meio ambiente que afetam direta e indiretamente quantidade e qualidade da água e a população humana. A partir da percepção ambiental dos moradores, a pesquisa levantou o estado atual de degradação do Rio Cajueiro, Ilha de Mosqueiro, Distrito de Belém, PA, Brasil., suas relações e impactos na qualidade de vida dos moradores de seu entorno. Metodologicamente a pesquisa é exploratória e descritiva com uma abordagem qualiquantitativa no que se refere ao tipo de análise e tratamento dos dados. Foram selecionadas duas áreas da bacia do Rio Cajueiro, denominadas de área A1(Cajueiro) e área A2 (Bairro Novo), ambas localizadas na margem direita do corpo hídrico para aplicação de questionário estruturado, composto de 30 questões, junto a 60 moradores das áreas definidas. Além do perfil identitário dos moradores, a pesquisa verificou o grau de preocupação com os problemas ambientais que afetam a qualidade de vida no entorno da bacia, o estado de degradação do corpo hídrico, sobretudo através da poluição gerada por ações e conduta dos próprios moradores e outros atores, além da distribuição e avaliação dos serviços de saneamento básico no local estudado. A percepção dos moradores aferiu o baixíssimo nível de educação e conscientização ambiental na área, além de pouca participação associativa e política. Ao elevado nível de satisfação com o local de moradia, os moradores externaram uma avaliação negativa quanto às ações na área ambiental pelo governo local na bacia do Rio Cajueiro. Desse modo, o estudo mostra e avalia o agravamento da problemática ambiental no entorno da bacia hidrográfica, exigindo,"novos" comportamento, ações e efetivação de políticas públicas, tanto de moradores, como por parte do governo local no âmbito da governança participativa garantidoras de qualidade de vida no marco da sustentabilidade socioambiental da bacia hidrográfica do rio Cajueiro.



Palavras-chave: Degradação ambiental, percepção ambiental, educação ambiental, rio Cajueiro.

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Disponível em:http://www.slideshare.net/Pedrosleao/degradao-ambiental-a-percepo-dos-moradores-da-bacia-do-rio-cajueiro-mosqueiro-belm-pa-brasil-66534827

MEIO AMBIENTE: PESQUISADORES DO INPA IDENTIFICAM NOVA FAMÍLIA DE PEIXE MISTERIOSO NA AMAZÔNIA

Postado por Mosqueiro Ambiental:


Tarumania walkarae

O nome da espécie Tarumania walkerae é uma homenagem ao rio Tarumã-Mirim, em Manaus-AM, onde foi encontrado pela primeira vez o peixe pela pesquisadora do Inpa Ilse Walker
Uma nova família de peixes (Tarumaniidae) de água doce da Amazônia foi identificada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O animal, que há mais de 20 anos foi descoberto e intrigava os estudiosos, ficou conhecido na época como “mistery fish”, pois não se conseguia atribuir ao peixe um nome científico, já que o bicho não se encaixava em nenhuma das famílias conhecidas de peixes de água doce.
O estudo foi publicado recentemente no Zoological Journal of the Society. A pesquisa foi realizada pelos pesquisadores do Inpa, os ictiólogos Lucia Rapp Py-Daniel e Jansen Zuanon; pelo pesquisador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Mario de Pinna; e pelo pesquisador da Organização Internacional de Conservação Ambiental The Nature Conservancy (EUA), Paulo Petry (ex-pesquisador do Inpa).
Na pesquisa foi estabelecido um novo nome de gênero, Tarumania, espécie, Tarumania walkarae, e uma nova família, Tarumaniidae, conforme as normas de nomenclaturas de nomes científicos zoológicos. Tarumania walkerae é o nome dado a espécie em homenagem a pesquisadora do Inpa, a doutora Ilse Walker, pela sua contribuição na investigação da estrutura populacional e trófica da fauna aquática em rios da Bacia do Rio Negro e por ter coletado, em 1997, o primeiro espécime conhecido.
Tarumania walkarae é um pequeno peixe, predador que se alimenta de pequenos camarões e peixes menores, de hábitos fossoriais, que habita áreas de folhiço e é encontrado enterrado em poças isoladas durante a vazante do rio Negro. Durante a seca, quando as poças já não existem, o peixe desaparece.

Características

A pesquisa revela que este peixe exibe um conjunto extraordinário de características únicas, que o separa de todos os outros peixes ósseos conhecidos. É um peixe de corpo alongado e coloração escura (marrom) uniforme. Ele alcança até 15 cm de comprimento e precisa de ar para viver, possuindo uma bexiga natatória com 11 câmaras (o normal na maioria dos peixes são duas câmaras), mais de 240 escamas muito pequenas no corpo e escamas reversas na cabeça.
O peixe apresenta ainda uma série de características ósseas muito distintas, como crânio parcialmente exposto, mobilidade vertical da cabeça e modificações nas nadadeiras e mandíbulas. Tarumania apresenta caracteres pedomórficos (características larvais em exemplares juvenis), tipo presença de notocorda e nadadeiras lobulares em exemplares de até 5 cm. “É um dos raros casos de peixe com escamas com hábitos fossoriais, se enterrando em vez de ficar na coluna d’agua”, conta Lúcia Rapp.
Apesar de tão distinto, análises mais detalhadas revelaram ainda que Tarumania faz parte da superfamília Erythrinoidea e tem como grupo evolutivo mais proximo, a família Erythrinidae (jejus e traíras).
Para os autores do artigo, o fato de um peixe relativamente grande e extremamente diferenciado como o Tarumania permanecer desconhecido até agora, após muitas décadas de estudos da ictiofauna do rio Negro, é um “testemunho do estado ainda incompleto do conhecimento da biodiversidade nas águas amazônicas”.
De acordo com o pesquisador Jansen Zuanon, descrever novas espéceis na Amazônia é muito comum, mas descrever uma família toda nova é bem raro. “Isso acontece uma vez a cada muitas décadas, às vezes a cada século”, conta.
Para Zuanon, o mais importante nesse caso, nem é tanto o fato de ser uma nova família, mas por ser tão diferente dos outros peixes aparentados com ele que mostra que o caminho da evolução desse grupo é muito mais amplo do que se imaginava.
Segundo o pesquisador, o peixe faz parte do grupo dos Characiformes, que é o grupo da maior parte dos peixes de escamas da Amazônia como o matrinxã, o tambaqui e o jaraqui, só que tem um formato completamente diferente desses peixes, tanto por fora quanto por dentro.
“Isso mostra que os Characiformes evoluíram de maneira brutal com uma diversidade de adaptações para o ambiente que ainda não conhecemos direito”, diz Zuanon, acrescentando que o que mais chama atenção nesse peixe é o formato do corpo por dentro (anatomia) e por fora (morfologia). “Eles são completamente aberrantes dentro desse grupo de Characiformes e por isso mesmo tivemos que descrever uma família nova para acomodar essa espécie”.


História

A pesquisadora Lucia Rapp explica que o primeiro registro desse peixe foi realizado no Tarumã-mirim, em 1997, pela pesquisadora Ilse Walker. “Tratava-se de um indivíduo jovem, muito pequeno e diferente, que os pesquisadores não conseguiram identificar o animal, na época”, diz. Segundo Rapp, anos depois, o cientista Jansen Zuanon conseguiu coletar, durante um trabalho de campo, em Anavilhanas, próximo ao município de Novo Airão, mais exemplares.
Isso chamou a atenção dos pesquisadores que resolveram voltar ao mesmo local onde foi realizada a primeira coleta de Walker, no Tarumã-mirim. Os pesquisadores Lucia Rapp, Jansen Zuanon e Mario de Pinna acharam o peixe em poças alagadas no meio da mata. Na ocasião foram coletados cerca de 40 animais.
O que mais chama atenção dos estudiosos é o fato de um animal como este nunca tenha sido encontrado. Segundo a pesquisadora, o Inpa tem uma Coleção de Peixes que abriga milhares de espécimes e esse animal nunca foi coletado em lugar nenhum. “Então, isso chamou a atenção para a possível diversidade crítica, escondida, que ainda existe na Amazônia, e num só tributário do rio Negro, no Tarumã-mirim”, explica a pesquisadora ao acrescentar que pode ser que tenha outras situações como essa na Amazônia e que ainda são desconhecidas.
“Depois de tantos anos de coleta aparece um bicho tão diferente e não tínhamos ideia que existia. Isso já deixou a gente de ‘orelha em pé’. O que será ainda que podemos encontrar por aí?”, conta empolgada a pesquisadora. “Esse bicho é tão espetacular, tão diferente. É um peixe fossorial que fica enterrado no solo quando seca e deve entrar no lençol freático de alguma maneira para procurar água. É muito interessante e vale a pena estudar um peixe com comportamento tão distinto”, revela.
Os próximos passos nas pesquisas com Tarumania envolverão estudos para entender as relações evolutivas deste peixe com os demais, conhecer melhor o seu comportamento e quem sabe ver se ele ocorre em outras drenagens. “Tarumania ainda pode proporcionar um grande número de novidades para os estudiosos em biologia dos peixes amazônicos”, conta Rapp.


Curiosidades

O peixe apresenta vários diferenciais. Tudo que ele tem, em certas estruturas, é em grande número, a exemplo da grande quantidade de escamas. Seegundo Lucia Rapp, os peixes amazônicos chegam a ter de 110 a 120 escamas e Tarumania walkarae possui mais de 240. O bicho tem uma “coisa esquista” na cabeça, onde parte do crânio é exposto e não é coberta por pele. Apresenta característica de larva de um tamanho grande. Tem uma bexiga natatória com 11 câmaras, ao invés de duas câmaras como na maioria dos peixes
A bexiga natatória é um órgão que fica dentro da barriga dos peixes e que serve para flutuação ou que pode ser modificada para respiração. No pirarucu, na piramboia e outros peixes, a bexiga natatória é modificada para o pulmão. Na maioria dos peixes, serve como órgão hidroestático, o que permite ao peixe controlar sua flutuabilidade em diferentes profundidades.
“Nesse bicho, como há 11 câmaras, não sabemos direito qual a função dessa bexiga com tantas câmaras. Mas como ele tem necessidade de vir à superfície pegar ar, pode ser que isto esteja relacionado”, explica Rapp, “conhecemos muito pouco da biologia desse peixe. Só vimos que morfologicamente ele é muito diferente. É um bicho espetacular, inclusive as estruturas internas ósseas dele também são diferentes”, diz empolgada a pesquisadora.
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19 de outubro de 2017
Fonte:
http://amazonia.org.br/2017/10/pesquisadores-do-inpa-identificam-nova-familia-de-peixe-misterioso-encontrado-ha-20-anos/
Inpa

FONTE: http://mosqueiroambiental.blogspot.com.br/2017/10/pesquisadores-do-inpa-identificam-nova.html

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

CURTA NA AMAZÔNIA: CIDADES PERDIDAS DA AMAZÔNIA



MEGA DOCUMENTÁRIOS


A primeira expedição de Fawcett na América do Sul ocorreu em 1906 quando ele viajou ao Brasil para mapear a amazônia em um trabalho organizado pela Royal Geographical Society. Ele atravessou a selva, chegando em La Paz, na Bolívia em junho desse mesmo ano.
Fawcett realizou sete expedições entre 1906 e 1924. Ele tinha a habilidade de conquistar os povos que habitavam os locais explorados dando-lhes presentes. Ele retornou a Inglaterra para servir ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, mas logo após o fim da guerra retornou ao Brasil para estudar a fauna e arqueologia local.
Em 1925 convidou seu filho mais velho, Jack Fawcett, para acompanhá-lo em uma missão em busca de uma cidade perdida, a qual ele tinha chamado de "Z". Após tomar conhecimentos de lendas antigas e estudar registros históricos, Fawcett estava convencido que essa cidade realmente existia e se situava em algum lugar do estado do Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Roncador. Curiosamente antes de partir ele deixou uma nota dizendo que, caso não retornasse, nenhuma expedição deveria ser organizada para resgatá-lo.O seu último registro se deu em 29 de maio de 1925, quando Fawcett telegrafou uma mensagem a sua esposa dizendo que estava prestes a entrar em um território inexplorado acompanhado somente de seu filho e um amigo de Jack, chamado Raleigh Rimmell. Eles então partiram para atravessar a região do Alto Xingu, e nunca mais voltaram

terça-feira, 3 de outubro de 2017

JANELAS DO TEMPO: PRIMEIRO BANCO COMUNITÁRIO DO NORTE DO BRASIL






Publicado em 22 de abr de 2014



O primeiro Banco Comunitário do Norte, o Tupinambá, transformou a vida dos moradores do bairro da Baía do Sol, em Mosqueiro - Belém.

Afastados do centro da ilha e da capital Paraense, muita gente se deslocava para comprar produtos ou pagar contas. Com o Banco, o comércio local desenvolveu e as pessoas deixaram de gastar com deslocamentos. A circulação de dinheiro funciona com base nos princípios da economia solidária, por meio de uma moeda própria: o Moqueio.
Reportagem: Claudia Saldanha
Imagens: Osmar Júnior

Reportagem exibida no dia 16.04.2014 no Jornal Cultura.
Realização: Tv Cultura do Pará - Funtelp

sábado, 30 de setembro de 2017

EVENTO RELIGIOSO: VIRGEM DE NAZARÉ VISITA A ILHA




Na quinta-feira, dia 28, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visitou a comunidade cristã da Ilha do Mosqueiro e o povo católico, numa demonstração de fé, compareceu à Praça Cipriano Santos, para saudar a Padroeira dos Paraenses.